Visão Geral

15/01/2011 15:28

O Maranhão pode ser considerado um lugar insólito no Brasil. Em uma das épocas mais movimentadas para se viajar – entre dezembro e janeiro – o estado abriga a menor parte de turistas. Mas nem por isso suas belezas ficam ocultas, as vezes, apenas adormecidas.

Nossa viagem foi de lua de mel, porém nada de resorts. Fomos de mochilão e a única reserva de hotel antecipada foi em São Luis, devido ao horário de chegada (4h). A viagem aconteceu entre 17/12/10 a 30/12/10.

 

Em São Luis houve apenas uma pequena desilusão pelo descuido do patrimônio histórico, em seu Centro. Mas é uma cidade que você pode reservar um dia inteiro para visitar essa região turística. Não optamos e nem pesquisamos sobre outras partes da cidade, como por exemplo as praias. O que precisa ser feito é curtir um final de tarde no bar Antigamente. Andamos até mais ou menos às 22h, sem preocupação com a segurança. Mas quando chegamos por volta das 4h do aeroporto para se hospedar, o local estava totalmente vazio com apenas alguns moradores de rua espalhados em alguns cantos obscuros. O bacana é que no Centro de informação turística fomos muito bem atendidos e já ganhamos tempo em nosso roteiro. Além disso, há muitas opções para contratar 'locais' como guias. E não é caro. Outra coisa que vale a pena destacar na cidade é a culinária. O arroz de cuxá é uma especiaria que acompanha perfeitamente um peixe, mas lógico, depende de onde você faz o pedido. Sugestão, novamente, o Antigamente.

Em Alcântara, fizemos um passeio bem tranquilo e, em alguns pontos, como a praça de São Matias, lembra algumas cidades do Vale Sagrado, no Peru. Uma cidade pacata e com história. Acreditamos que valeria a pena se hospedar nas ilhas no seu entorno.

Para ir até Barrerinhas, compramos uma passagem de ônibus e após quatro horas de viagem em uma estrada tranquila, chegamos lá. Ali ganhamos um companheiro para o restante da viagem até Carolina: a mutuca. Uma espécie de mosquito-abelha, que demora para picar, mas sempre está presente, e de monte. Os passeios valem a pena pelo resultado final, ou seja, o que será visto durante o trajeto e no local desejado. Mas ainda falta pró-atividade dos prestadores de serviços. Os barqueiros, que levam para os passeios pelo rio Preguiças, e os motoristas dos 4x4 que conduzem até o Parque dos Lençois deveriam contar mais histórias. Simplesmente abrir a boca! Então, se quiser conhecer mais, durante o passeio, cutuque-os, ou contrate um guia particular, que também nem sai caro.

Em Caburé são fantásticas as paisagens, mas é uma pena que o local tende a desaparecer, com o avanço da maré. É obrigatória a permanência por pelo menos uma noite, para esquecer tudo e todos.

Digo isso porque deveriamos ter ficado mais. Preocupados em não encontrar passeios para o Delta do Parnaíba, voltamos para Barreirinhas e pegamos um 4x4 para Tutóia. Ficamos quatro dias em uma cidade que já foi rica com a salineira que lá se encontrava. Hoje, vivem da pesca de carangueijos e comércio local. Nada turístico, mas conseguimos fazer um p... passeio com o Josias Brandão, que com sua simplicidade e amor pela natureza, salvou nosso passeio.

Carolina fechou a viagem com chave de ouro. A princípio nem iriamos sair do tradicional roteiro "Parque do Lençois". Descobrimos que a cidade abrigava a mais nova Chapada do Brasil e suas cachoeiras valeriam a pena a todo custo. Todo mesmo, pois pegamos um voo de S.Luis-Imperatriz e, nesta cidade, foi um parto pra conseguir uma van para Carolina (leia-se que era Natal e as linhas de ônibus estavam reduzidas). O problema é que a van era muito precária e o motorista irresponsável. Vale uma denúncia! Mas as cachoeiras acalmaram nossa tensão do trajeto. Para realizar os passeios, em sua maioria, o custo é de R$ 500,00 o 4x4, para 4 pessoas. Parece caro, mas vale a pena pela distância percorrida, tipo de trajeto e, claro, o que será visto.

Valeu!!!

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