Ilha do Cardoso

  
  A tradicional escuna que leva os turistas entre Cananeia/Marujá

 

Saindo de São Paulo, tirando a Serra do Cafezal, a estrada (Regis) está ótima para chegar até o acesso para Cananéia e com pedágios (3) justos no valor: R$ 1,70, cada.

De Cananéia a Ilha do Cardoso você tem duas opções: Escuna, com trajeto de 3 horas, e lancha particular. Enquanto o primeiro é R$ 20,00 por pessoa o trecho, na lancha que leva 1 hora no máximo o valor fica em R$ 100,00 ida/volta. A época da nossa viagem foi março, carnaval de 2011. Corre um grande risco de pegar chuva no caminho.

A vila de Marujá é a mais habitada e com maior infraestrutura. Porém, continua simples e a população local luta para preservar a cultura local. Para você morar na ilha só casando ou tendo algum grau de parentesco. A nossa pousada foi um achado, senão a melhor. Pousada Caiçarinha, do Amilton e Eliane. Ele já foi presidente da associação local, é muito conhecido, faz os passeios de barco, os quartos são bem simples (duas beliches e banheiro com chuveiro quente, à gás - de cozinha). O pacote por pessoa, com café é de R$ 300,00 para o Carnaval. A diária, em baixa temporada, R$ 80,00 o casal. 

No Centro Comunitário você pode reservar os passeios. Para a Cachoeira Grande (R$ 20,00 por pessoa), você sai de barco e faz uma trilha de mata fechada, com bastante pedra, barro. Vá de tênis. De quebra, se você fazer esse passeio particular - como fizemos, pode visitar a "Cidade Fantasma", antigo vilarejo.

 

A trilha para se chegar na Cachoeira Grande não é grande, mas o trecho de caminhada conta com pedras e barro, portanto acaba levando uma média de 15 a 20 minutos

A "Cidade Fantasma" é uma localidade que foi se desaparecendo com o tempo. Localizada já no lado paranaense do rio, o vilarejo leva o nome de Ararapira. Chegou a ter 500 moradores e as festas eram as mais animadas. O último habitante, uma mulher sexagenária, morreu afogada em 200. A casa dela ainda se encontra lá, fechada. Há também outras propriedades abandonadas, uma igreja que fica aberta e até com vela acesa e um cemitério. Se for visitar, vá coberto de roupa e repelente!

 

Para a Trilha da Laje o passeio é bem puxado. É necessário ter um bom condicionamento físico para não se arrepender. O rolê tem 25km ida/volta, passando por praias, costões rochosos e trilha de mata fechada até a chegada em um poço para banho. Durante o caminho é possível encontrar animais nativos como o porco do mato e também cobras. Exija ir em grupos pequenos, conforme própria orientação do passaporte “Trilhas de São Paulo”.

 

 

A cansativa Trilha da Laje tem suas recompensas, como a passagem por mais de 2,5km de trilha em mata fechada e um poço para banho. Fique atento a cobras e as folhas que cortam, como o capim-navalha. Nas rochas, mantenha o equilibrio e evite apoiar em qualquer lugar, porque com a quantidade de babosa que tem por lá, é bem certo que você ganhará alguns espinhos na mão.

 

Outra localidade que vale a pena visitar é Pontal do Leste, no extremo sul da ilha e do Estado de São Paulo. Lá você pode visualizar o encontro do mar e rio e, se pegar um dia de sol da meio-dia, poderá observar muito mais a cor esverdeada do rio. Aproveite para almoçar no restaurante das mulheres de pescadores do Pontal. O PF é R$ 15,00, muito bem servido com salada, arroz, feijão, farinha e peixe. Mas lembre-se de pedir a porção de marisco – vongole.

Para chegar ao Ponta do Leste você pode optar por ir de barco ou então de bicicleta. Se esta última opção lhe agradar, tente sair cedo para voltar logo após o almoço e pegar a maré baixa ainda, evitando a areia fofa e molhada.

 

A noite da ilha foi marcante. Tem dois bares que abrem e se você tiver sorte pode pegar uma apresentação de fandago, estilo musical característico de Cananéia. Por ser carnaval, o movimento estava intenso e com um banda show de bola, tocando vários sons entre forró e algumas variações de maracatu.

O astral é excelente, sem preocupações com muvuca nas baladas, e cada um respeitando seu espaço. E falando em espaço, bem no centrinho da ilha, durante as tardes, há apresentação de uma banda de forró em um restaurante/bar defronte a um descampado, em que o pessoal abre suas cangas e ficando lá curtindo um som.

 

O descampado para curtir uma tarde tranquila ao som de forró. E o destaque do yakissoba da barraca da Patrícia. Gigante, por R$ 12,00. Se optar pelos salgados, não se arrependerá. Se sobrar um espacinho, qualquer bolo é uma ótima pedida!

 

E, claro, lembre-se de saborear a mais famosa ostra do Brasil, fresca. Mas para isso, precisa encontrar o cara – Luisinho – para te servir. “Balato balato”...R$ 10,00 a dúzia, já no limão e sal.

A Ilha do Cardoso se torna um local mágico pelas atrações naturais e o ambiente acolhedor da vila de Marujá. Ótima pedida para qualquer época do ano!

 

 

 

Os caminhos por dentro da Vila Maruja. Muita grama e o clima romantico, principalmente a noite quando é necessário andar de lanternas!                   

 

Serviços:

Pousada Caiçarinha:

13. 3852-1200 | 9155-7081 - Amilton ou Eliane

-- Pacote carnaval: R$ 300,00

-- Diária casal baixa temporada: R$ 80,00

Ambos com café da manhã.

Restaurante da Valdete (centrinho de Marujá)

-- PF (você monta) R$ 15,00

-- A vontade: R$ 20,00

Ostras do Luisinho

-- R$ 10,00 a dúzia

Barraca da Patrícia (a caminho do mar)

-- Salgado (esfiha de carne, queijo e queijo com tomate): R$ 4,00

-- Bolo (cenoura com chocolate, banana, chocolate com doce de leite, e torta de limão): R$ 2,00 (confirmar)

-- Yakissoba: R$ 12,00

Experimente também o mate!

Ostras do Luisinho (a caminho do mar)

-- R$ 10,00 a dúzia, com limão e sal!

Passeios

-- Cachoeira Grande: R$ 20,00

-- Pontal do Leste: R$ 30,00 ou R$ 4,00 a hora da bike

-- Trilha da Laje: R$ 15,00

Centro Comunitário

-- 13. 3852-1161

-- www.maruja.org.br

 

O que levar

-- Tênis pra trilha, papete e chinelo

-- Repelente

-- Lanterna

-- Dinheiro trocado

 

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